Fachada da sombria residência Fritzl que vai virar conjunto habitacional para carentes A casa onde Elisabeth Fritzl padeceu de um encarceramento de 24 anos cometido por seu próprio pai, na Áustria, será transformada em moradia com fim social, um conjunto habitacional para pessoas de baixa renda.
O liquidante do espólio do carrasco Joseph Fritzl, em prisão perpétua, Walter Anzbock, disse que o local antes de ser entregue a alguma empresa imobliária, em 2012, será totalmente remodelado para não lembrar em nada o horrível episódio.
O porão dos horrores, como ficou conhecido o cômodo onde a moça foi confinada aos 18 anos de idade, será entupido por bombeamento de concreto.
A casa de cima onde morava os outros membros da familia, alheios ao que ocorria no porão, será descaracterizada completamente. "O local será redesenhado", definiu.
Anzbock garante nada lembrará ali, o antigo cenário de terror para evitar romaria de turistas curiosos.
O Governo da Áustria pretende enterrar o assombroso episódio, encerrando para sempre esta página vergonhosa para o país. Providenciou inclusive a destruição de manuscritos que Joseph Fritzl redigia na cadeia com a intenção de escrever um livro sobre o crime.
Relembre o caso
O caso Fritzl emergiu em abril de 2008, quando a polícia suspeitou do estado de uma garota de 19 anos internada em um hospital da cidade de Amstetten, onde fica a casa dos Fritzl. Exigiu de Joseph Fritzl que comparecese ao local com a mãe da menina. Quando Elisabeth Fritzl apareceu com o pai, a polícia desconfiada a separou do homem. Foi quando ela contou sobre o seu martírio.
Além da garota internada, Joseph Fritzl teve mais 6 filhos com sua filha, resultados de sistemáticos estupros. Um menino morreu logo após o nascimento em consequência de omissão de socorro. Três crianças foram levadas para a casa acima através do pai que dizia terem sido deixadas, em datas variadas, à sua porta pela mãe, que, dizia, vivia em um bando de fanáticos religiosos andarilhos. As outras três sobreviveram no porão sem jamais terem visto a luz do sol.
Hoje, Elisabeth Fritzl mora em uma cidade austríaca desconhecida e o Parlamento do país votou uma lei considerando crime revelar onde a familia se encontra.
Elisabeth casou-se com seu antigo guarda-costas designado para tomar conta dela durante seu tratamento psiquiátrico. Fontes extra-oficiais dão conta de que ela está bem de saúde física e mental, cuida de seus 6 filhos, vai às compras e aprendeu a dirigir.
Com:
Austrian Times
VG Noruega
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