Quem teria coragem de quebrar o pescoço de uma chinchila para roubar-lhe a pele?
Casaco de pele animal da Coleção Inverno 2011/12 da Maison Dennis BassoHollywood tira de cena a pele animal. A sub-Prefeitura de West Hollywood aprovou na semana passada lei abolindo a venda de roupas e acessórios que usam pele animal como matéria prima.
A medida, inédita nos Estados Unidos, mal foi aprovada começa a ser combatida pela indústria da haute couture e sofrerá bombardeio cerrado até sua data de entrada em vigor, janeiro de 2013. Entre as griffes de ponta contrárias à lei destacam-se Balenciaga e Dolce&Gabana. Ameaçam, inclusive, mudar-se de endereços para algum distrito próximo. Podemos citar ainda os estilistas Guivenchy, Prada, Gaultier, Galliano, Dennis Basso e Lagerfeld.
Estes merchants alegam que a indústria da pele gera emprego e renda, além de atrair turismo para a região, onde estão localizadas no país as maiores maisons da alta-costura. Toda esta argumentação, em minha opinião, soa completamente fora de moda. É puramente capitalista, no seu sentido mais perverso, se é que esta doutrina tem alguma misericórdia. Isto é um bom tema para ser adotado pelo movimento Occupy que se alastra pelos Estados Unidos contra o mercenarismo desumano do capitalismo.
A indústria da pele animal emprega métodos bárbaros para a aquisição do produto. Os animais são torturados impiedosamente a partir da captura, começando da própria armadilha. Mesmo os raros criatórios destinados ao setor, confinam os bichos em espaços diminutos, sem higiene onde são submetidos a tratamentos cruéis.
Mais de 45 milhões de animais por ano em todo o mundo, incluindo cães, guaxinins, coelhos, raposas, martas e chinchilas, são criados em gaiolas e mortos para uso de sua pele. Eles sofrem anormalidades físicas e comportamentais induzidas pelo estresse das condições de encarceramento. Depois de passar as suas curtas vidas em condições precárias, animais criados em confinamentos são mortos por métodos cruéis para preservar a pele, como evenenamento por gás, electrocussão, quebra do pescoço e eletrocussão anal.
Há estilistas e maisons que apoiam a abolição total da pele animal no mundo da moda. Deste lado da trincheira se postam gigantes, como Ralph Lauren, Stella McCartney, Kitty Boots, Vivienne WestWood, Calvin Klein, Manolo Blahnik e Ungaro que não usam pele animal em suas criações.
Você pode acessar uma lista de maisons que usam peles como matéria prima, e uma lista de casas que não as usam por convicções ecolólogicas. Veja AQUI
Com:
infurmation
artigoo
El Pais
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