quarta-feira, 17 de junho de 2009

Inquietude

Encontrei um candelabro de cristal
Quebrado atrás de uma igreja
Ele não fazia barulho
O tilintar de cristais
Nem emitia qualquer luz
Não tinha mais a função de candelabro
Seu destino agora era inquietar
A minha imaginação...
Sigo perguntando para que servem coisas
Que não servem mais para nada?
De que vale um sabonete fino como lâmina?
Uma bola de futebol rasgada?
Um aparelho de correção dentária usado?
Um penico em casa de senhoras gorduchas?
Um pássaro preso que largou o canto
Lá no meio das árvores do bosque?
Um coelhinho de pelúcia que dá azar?
Uma bateria de celular das antigas?
Uma poeta que não escreve,
Um poeta que não ama,
Um amor que não tem nome?
De que servem essas coisas
Se só são lembradas
Quando se encontra um candelabro de cristal
Quebrado atrás de uma igreja?


0 comentários: