segunda-feira, 8 de junho de 2009

Elizabeth Fritzl deixa terapia e se casa

Casa em Amstetten (Áustria) onde havia o porão dos horrores

Elizabeth Fritzl, 43, parou de fazer terapia e agora mora com seu ex-guarda costas Thomas W., de 29 anos.
Ela recebeu alta da junta médica que a tratava dos traumas sofridos por 24 anos de cativeiro sob o jugo de seu pai Joseph Fritz, o monstro de Amstetten. Segundo os médicos, isso é a prova de que o amor é o melhor remédio para todos os males. Ela largou as longas sessões no divã dos psicanalistas e quer recuperar o tempo perdido no cativeiro.
Ela mora agora em uma pequena cidade do interior da Áustria, está aprendendo a dirigir e ajuda com o dever de casa de seus 6 filhos que teve com o monstro durante suas mais de 3.000 violações sexuais. Dizem os médicos que ela já fez até um pequeno círculo de amigos na cidade.
Durante seu tratamento Elizabeth sofreu constantes flash backs de seu martírio, composto de severo domínio, surras, perversões sexuais, infestações de ratos, frio intenso, calor sufocante, fome e o medo diário de ser largada para sempre no porão para morrer sozinha com seus filhos.
Dois deles, Kerstin, 20, e Stefan, 19, que nasceram e viveram por toda vida no porão até 1 ano atrás, ainda passam por horas de terapia por semana. Eles dormem em quartos com as portas sempre abertas e são encorajados a conversar, calma e cuidadosamente, sobre seus anos de cativeiro. A esperança é que assim se livrem dos traumas que sofreram.
O pai-monstro Fritzl, sentenciado à prisão perpétua em março passado, tem tentado contatar seus familiares por telefone, no que é sempre rechaçado.
Ele confidenciou na cadeia que quer escrever um livro e doar todos os recursos com a venda para seus filhos.

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