Como um sopro na chama de uma vela, um ano se passou sem Claide.
Até hoje ainda tenho, às vezes, o impulso de procurá-la até que trombo a cabeça na vidraça da realidade: Claide não existe mais.
Tenho que sentar, respirar e passar... Inventei uma técnica para pular o susto. Penso assim. Do jeito que Claide era, ela não morreu, ela entrou na morte pra ver como é que é isso. Destemida, crua e solta, num rompante ela passou para o lado de lá. Ela está do lado de lá.
Ficou por aqui uma coisa que nem é saudade. Ficou por aqui sua presença que sempre me dá a impressão que está logo ali, atrás do véu diáfano da terceira dimensão.
Estará? Não.
Está...








2 comentários:
Pois é, Márcio. Um ano. Compartilho com você esta sensação de susto toda vez que penso nela. É como se ainda estivesse aqui ... Sempre achei que fosse por que, estando viajando quando ela se foi, não pude participar da “cerimônia do adeus”, que dizem ser fundamental para aceitar a passagem. Mas lendo você vejo que não. Acredito que você traduziu lindamente o sentimento de todos que tivemos o privilégio de tê-la como amiga. A Claide era uma pessoa tão singular e uma presença tão marcante nas nossas vidas que simplesmente ficou, mesmo após ter ido - não importa para onde. Coisas da Dona Claide.
Recebi via e.mail, este comentário de Almerindo Camilo. Eu e ele "chefiamos" Claide em sua passagem pelo jornal O Tempo, com sua coluna social do Esporte:
"Puxa vida, um ano já... Mas o que ficam são as (boas) lembranças. E no
fundo é isto que importa: as boas lembranças!"
almerindo
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